Tóia Ferraz vive um momento importante em sua carreira. Após atuar em produções como “Ilha de Ferro” e “Olhar Indiscreto”, ela brilha na série “Ângela: Assassinada e Condenada”. Na série da HBO Max, Tóia interpreta Marion Laplace, uma personagem inspirada em Monique Lafond, e que ajuda a contextualizar a vida de Ângela Diniz nos anos 1970.
O seu trabalho ganha destaque justo no ano em que também estreia no cinema, onde faz o papel da vilã Koorola Píkaro em “C.I.C – Central de Inteligência Cearense”, uma comédia de ação dirigida por Halder Gomes. Esses dois projetos, um refletindo a cultura popular e o outro abordando a violência contra a mulher, ampliam sua visibilidade e mostram seu talento diversificado.
Atualmente grávida de uma menina, Tóia está desenvolvendo um solo teatral que aborda suas experiências de perdas gestacionais. Esse projeto é parte de sua jornada pessoal e começou durante as gravações da série.
A seguir, a atriz compartilha detalhes sobre a série, as interações no set e seu caminho entre o cinema, a televisão e o teatro.
### Trabalho ao Lado de Grandes Talentos
No elenco de “Ângela: Assassinada e Condenada”, Tóia Ferraz trabalhou com nomes respeitados como Marjorie Estiano e Yara de Novaes. Para Tóia, o talento dessas atrizes é inspirador. Yara, que já foi sua professora de teatro, representa uma grande mestra, com uma técnica notável e uma humildade admirável. A forma natural como Yara atua é algo que Tóia aprecia profundamente.
Marjorie é descrita por Tóia como uma força da natureza e uma referência na sua geração. Ela admira a maneira como Marjorie escolhe seus trabalhos e a sua entrega ao ofício. Durante as filmagens, Tóia viu que a generosidade de Marjorie se estende a todo o elenco. Todos trabalharam juntos para criar uma história poderosa, escolha perfeitamente acertada pela diretora de elenco e pelo diretor.
### Momentos Marcantes nas Gravações
Um dos momentos mais significativos para Tóia durante as gravações foi uma cena que envolveu quase todo o elenco feminino. Inspirada no movimento “Quem Ama Não Mata”, essa sequência aconteceu após o assassinato de Ângela Diniz e ressaltava a luta de mais de duas mil mulheres que foram às ruas lutar por justiça.
Tóia lembra com emoção da atmosfera do set naquele dia. Sentir a força e a história representadas ali foi uma experiência única que ficará com ela para sempre. A importância do feminismo brasileiro e a visibilidade da violência contra a mulher foram temas intensamente abordados na série.
### A Relação Entre as Personagens
Sua personagem, Marion Laplace, possui uma relação complexa com Ângela. Tóia vê Marion como uma mulher que entende a sedução da fama, mas que também enfrenta pressões e assédios. Ambas as personagens são mulheres livres, que conhecem as delícias e dificuldades de viver em evidência, mas a diferença é que Ângela pagou um preço alto por sua liberdade.
Essa conexão entre Marion e Ângela traz à tona uma discussão sobre como as mulheres lidam com suas escolhas e a violência que muitas enfrentam. Tóia se esforçou para construir essa relação, buscando compreender as nuances entre as duas.
### Transitando Entre Gêneros
Em “C.I.C – Central de Inteligência Cearense”, Tóia assumiu o papel de vilã com muito entusiasmo. Para ela, transitar por diferentes gêneros é uma das partes mais gratificantes da profissão. O filme combina ação e comédia, e foi enriquecedor para Tóia se aprofundar nas aulas de luta e na cultura regional cearense.
“Ângela” traz uma abordagem mais dramática e política, mas foi essa diversidade que a apaixonou. Cada papel que assume a leva a novos aprendizados e a possibilidades de explorar diferentes realidades, uma experiência que Tóia valoriza imensamente.
### Explorando Temas Pessoais
Grávida e enfrentando lutos de perdas gestacionais, Tóia decidiu escrever uma peça sobre suas experiências. O projeto começou durante as gravações de “Ângela” e surgiu de sua solidão durante esse período difícil. A atriz percebe que muitos ainda consideram a perda gestacional um tabu, o que a fez sentir-se isolada.
Ela queria explorar como viver essa dor enquanto trabalhava em um papel que exigia leveza e diversão. A falta de diálogo sobre o tema a motivou a escrever e compartilhar sua própria jornada. A peça, que ainda está sendo finalizada, será dirigida pela sua amiga e parceira Soraia Costa.
### Conclusão
Tóia Ferraz está se destacando na indústria do entretenimento com sua versatilidade e a capacidade de se conectar a histórias profundas. Desde a atuação inspiradora em “Ângela: Assassinada e Condenada” até a construção de sua peça teatral, ela está usando sua voz para abordar temas relevantes e impactantes. Seu trabalho reflete uma busca por verdade e autenticidade, tanto na ficção quanto na vida real, e promete continuar a cativar o público com suas diversas experiências.