Na última quinta-feira, 22 de janeiro, manifestantes se reuniram na Praça do Bandeirante, em Goiânia, para defender a Previdência Pública. O ato contou com a presença de aposentados, trabalhadores, dirigentes sindicais e políticos, e também celebrou o Dia do Aposentado, que será comemorado no próximo dia 24, além dos 103 anos da Previdência Social no país.
Um dos participantes, o aposentado José Vicente, veio de Sanclerlândia, cidade a 136 km de Goiânia. Com uma carreira de 32 anos como professor de Química, Física e Educação Física, José se aposentou em 2016 e enfatizou a importância de lutar por melhorias para os futuros aposentados. Ele destacou que as conquistas não vêm sem esforço e que muitas promessas feitas durante as campanhas eleitorais não são cumpridas.
O ato foi promovido pelo Sintfesp-GO/TO e teve o apoio de várias centrais sindicais, incluindo CUT e CTB, em um esforço conjunto para lembrar da importância da Previdência Social e a luta em defesa dos direitos trabalhistas.
Napoleão Costa, secretário de finanças da CUT, também marcou presença e lembrou que a Previdência foi criada para garantir segurança aos trabalhadores após uma vida de trabalho. Ele ressaltou que a luta por uma Previdência Pública é essencial para a dignidade e o respeito às pessoas, e que os participantes do ato continuarão a defender esses direitos junto aos governantes.
O vereador de Goiânia, Edward Madureira, participou da manifestação. Ele argumentou que a luta deve ser justa, considerando os impactos negativos das reformas previdenciárias. Para o vereador, a união entre os trabalhadores é crucial para promover melhorias sociais e que é importante ouvir e entender as demandas das pessoas que estão no dia a dia dos movimentos.
Historicamente, a Previdência Social no país surgiu em 1923 com a Lei Eloy Chaves, que estabeleceu Caixas de Aposentadorias para trabalhadores ferroviários. A doação de direitos previdenciários foi ampliada com a Constituição de 1988, que consolidou a Previdência como um direito social essencial. Contudo, desde a década de 1990, diversas reformas têm restringido esses direitos sob o pretexto do ajuste fiscal.
As bandeiras levantadas durante a manifestação incluíram demandas por uma Previdência sólida, garantia de aposentadorias e pensões justas, combate a reformas que aumentem requisitos de contribuição e a rejeição à privatização do sistema previdenciário. Os manifestantes também pediram auditorias nas contas da Previdência e um financiamento mais justo da Seguridade Social, além de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e os direitos trabalhistas.
O protesto destacou a importância da Previdência Pública como um elemento essencial para garantir a justiça social e a dignidade dos trabalhadores no país.