17/04/2026
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Tribunal de Goiás oferece curso de letramento racial para cartórios

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No dia 11 de novembro, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), através da Coordenadoria de Igualdade Racial (CIR), realizou uma Formação em Letramento Racial. O evento aconteceu no auditório da Escola Judicial de Goiás (EJUG) e foi direcionado a titulares e colaboradores de cartórios. A especialista em Psicologia dos Processos Educativos, Renata Barreto, conduziu a atividade, que é parte da programação da 3ª edição da Sawabona — Semana de Arte e Sabedoria Jurídica Negra, prevista para acabar no dia 14 de novembro. A iniciativa está alinhada com as políticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para promover a diversidade e a equidade racial.

A juíza Adriana Maria dos Santos Queiróz de Oliveira, que lidera a Coordenadoria da Igualdade Racial, afirmou que essa ação é um marco inédito em Goiás. Ela enfatizou a importância de convocar coletivos a se unirem na luta antirracista. Segundo a juíza, é fundamental que todos, independentemente de sua função dentro do sistema de justiça, desenvolvam consciência sobre a igualdade racial. “As diferentes realidades que encontramos no sistema de justiça exigem uma ampliação dos olhares. Queremos que cada pessoa se sinta chamada a buscar a igualdade racial”, destacou.

No Estado de Goiás, existem atualmente 504 serventias extrajudiciais, cada uma atendendo a um público variado. Adriana ressaltou que, ao promover o letramento racial, o atendimento torna-se mais humano e sensível às questões raciais. “Queremos que as serventias sejam espaços de inclusão. Acredito que, com a sensibilização, essa causa pode se multiplicar”, completou.

A Formação em Letramento Racial contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas, incluindo escrivães, serventuários e representantes de diversos municípios, como Anápolis, Goiânia e Aparecida de Goiânia. Renata Barreto enfatizou a importância de reeducar a forma como pensamos e falamos sobre a estrutura racista presente na sociedade. “Precisamos olhar com atenção para as relações raciais e nos reeducar em nossos pensamentos e linguagem”, percebeu.

As serventias extrajudiciais têm um papel crucial no atendimento ao cidadão e, por isso, a iniciativa busca capacitar esses profissionais para que sejam multiplicadores de conhecimentos sobre a luta antirracista. Renata afirmou que o curso visa discutir o letramento racial e incentivar a participação ativa de cada indivíduo na luta contra o racismo. “O Poder Judiciário precisa ser um espaço que promova justiça, equidade e respeito às dignidades individuais”, explicou.

Participantes do evento consideraram a formação essencial para desconstruir estigmas. Suzana Estevam, titular do Ofício Único de Professor Jamil, comentou: “Precisamos de ações educativas para que as pessoas compreendam que o racismo é uma realidade que deve ser enfrentada diariamente”. Juliana Evangelista Pires, do registro de Imóveis de Aparecida de Goiânia, também destacou a importância do evento para ampliar a consciência sobre as questões raciais.

Essa formação reflete um esforço contínuo da Justiça goiana de promover práticas antirracistas e de inclusão, buscando garantir que todos os cidadãos tenham acesso a um atendimento digno e igualitário.

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