O vereador Maicon Gonçalves, do partido Mobiliza, fez uma denúncia na Câmara Municipal de Nova Friburgo sobre a falta de transparência da Prefeitura em relação ao pagamento de artistas do segmento gospel durante a Festa da Reforma Protestante. Esse evento, que ocorreu na Praça do Suspiro entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, recebeu apoio do município.
De acordo com o vereador, a Prefeitura gastou cerca de R$ 1 milhão em cachês para três apresentações de artistas renomados do meio religioso. Ele ressaltou que essas informações não foram devidamente expostas ao público, em desacordo com uma nova lei municipal que exige a divulgação dos valores investidos com recursos públicos em grandes eventos. Essa legislação visa garantir que os organizadores, quando recebem apoio do governo, façam uma prestação de contas clara e acessível da utilização do dinheiro público.
Durante a Festa da Reforma Protestante, cerca de sete shows foram realizados. Apenas as apresentações do cantor Thalles Roberto e da Banda Morada custaram R$ 190 mil aos cofres da cidade, enquanto a performance da cantora Nívea Soares gerou um gasto adicional de R$ 100 mil, como registrado no Diário Oficial. No local do evento, havia uma pequena placa indicando um gasto total de R$ 1,5 milhão para a realização da festa.
No município vizinho, Teresópolis, o Ministério Público entrou com uma ação civil para tentar barrar o uso de recursos públicos na realização do evento gospel “Clama Teresópolis”, programado para o dia 15 deste mês. A Prefeitura de Teresópolis planejava gastar R$ 310 mil para contratar dois shows e cobrir outras despesas do festival, que também incluía pregações de pastores evangélicos.
Além desses eventos, Nova Friburgo enfrenta outras controvérsias. Recentemente, o município foi destaque na mídia estadual devido a suspeitas de irregularidades na Secretaria Municipal de Turismo, com empresários locais envolvidos. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga possíveis fraudes em licitações relacionadas ao evento “Um Encanto de Natal”, que será realizado em 2023 e 2024. As investigações indicam que podem ter existido artifícios que beneficiaram certas empresas nas contratações públicas, com um contrato para 2024 avaliado em R$ 1,3 milhão.
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