04/02/2026
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Voyager 1 alcança marco histórico no espaço; entenda o impacto

Voyager 1 deve atingir marco histórico no espaço; o que isso significa?

A sonda Voyager 1, da NASA, está prestes a alcançar um feito histórico. Em novembro de 2026, ela estará a um dia-luz de distância da Terra, uma medida que corresponde a cerca de 26 bilhões de quilômetros. Essa distância é crucial, pois um sinal enviado de nosso planeta levará 24 horas para chegar até a nave. Assim, se um comando for dado, a equipe precisará esperar um dia para receber a resposta, como explicou Suzy Dodd, gerente do projeto Voyager.

Lançada em 1977, a Voyager 1 é atualmente a nave espacial mais distante da Terra, explorando o espaço interestelar a impressionantes 25,4 bilhões de quilômetros. A sonda, junto com sua irmã gêmea Voyager 2, é uma das únicas que continuam operando além da heliosfera, que é uma região influenciada pelas partículas e campos magnéticos do Sol, se estendendo além da órbita de Plutão.

Após décadas de missão, as sondas tiveram que desligar alguns de seus instrumentos para economizar energia, mas ainda conseguem coletar dados sobre essa região inexplorada do espaço. Dodd e sua equipe enfrentam vários desafios para manter a comunicação com as naves, mas estão se esforçando para garantir que elas cheguem ao seu 50º aniversário em 2027.

A Voyager 1, inicialmente enviada para estudar os planetas Júpiter e Saturno, continua em sua trajetória a uma velocidade constante de 61.000 km/h desde sua passagem por Saturno em 1980. Os engenheiros da NASA podem calcular o tempo que um sinal leva para chegar à sonda, levando em conta sua distância e velocidade.

Após a passagem por Saturno, a Voyager 1 segue um caminho que a leva para fora do plano dos planetas. Em contraste, a Voyager 2 passou por Netuno em 1989 e tem uma trajetória diferente. Ambas as naves não tiveram ajustes de trajetória desde suas últimas passagens, mantendo seu caminho pelo espaço sem interrupções por décadas.

Enquanto a Voyager 2 pode demorar até 2035 para alcançar a distância de um dia-luz da Terra, as sondas continuam a estar em operação e a surpreender seus cientistas. Elas enviam dados a uma taxa muito baixa, de apenas 160 bits por segundo, equivalente à antiga internet discada. Isso se deve à grande distância, que torna o sinal mais fraco e demorado. Para captar o sinal de volta, são necessárias múltiplas antenas em terra.

A baixa taxa de transmissão também limita a quantidade de informações que a equipe recebe sobre o estado das sondas, dificultando a resolução de problemas rapidamente. No entanto, as sondas foram projetadas para funcionar de forma autônoma, permitindo que se autopreservem se algo der errado.

Manter as sondas em operação é um desafio constante. Isso envolve desligar certos sistemas para economizar energia e garantir que os instrumentos científicos permaneçam funcionando. As antenas das sondas precisam estar sempre apontadas para a Terra, caso contrário, a comunicação será perdida.

Antes de atingir seu 50º ano em 2027, é provável que a equipe tenha que desligar mais instrumentos nas sondas. Eles pretendem manter alguns subsistemas operacionais, como os que detectam raios cósmicos e medem o campo magnético do Sol. Isso será importante para entender como a heliopausa, o limite da heliosfera, interage com o espaço interestelar.

Essas sondas estão fazendo medições importantes enquanto se afastam do Sol, como se estivessem em uma excursão pela natureza. Como um oceano com ondas, a heliopausa apresenta mudanças que precisam ser monitoradas. É vital que os instrumentos científicos estejam ativos o máximo possível para captar essas alterações.

Dodd acredita que pelo menos uma das naves pode continuar funcionando por mais dois a cinco anos. Entretanto, a cada ano que passa, torna-se mais desafiador manter as missões. A equipe inclui desde especialistas aposentados da NASA até pesquisadores mais jovens, simbolizando um esforço de colaboração intergeracional. Para Dodd, vê-las como embaixadoras da Terra é gratificante, uma vez que seu trabalho continua a expandir nosso entendimento do cosmos.

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