23/03/2026
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Zelensky aponta sinais negativos de Moscou em negociações de paz

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que sua equipe tem avançado rapidamente nas negociações de paz com a Rússia, que estão acontecendo em Miami, Flórida. Zelensky destacou que representantes dos Estados Unidos e da Europa estão participando das conversas, mas ressaltou que o êxito depende da disposição da Rússia em encerrar o conflito, evitando apenas retóricas políticas vazias.

Os diálogos envolvem Kirill Dmitriev, enviado do Kremlin, e dois representantes da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner. Esses encontros seguem uma reunião anterior que contou com a presença de uma delegação ucraniana e representantes europeus, visando encontrar um caminho para a paz na Ucrânia.

Apesar do progresso nas discussões, Zelensky alertou que os sinais vindos da Rússia são negativos, com ataques em várias frentes e crimes de guerra em áreas de conflito. Ele enfatizou a importância de que o mundo não ignore essas ações. O presidente ucraniano também mencionou que o trabalho da equipe ucraniana nos Estados Unidos tem gerado um sentimento positivo sobre a necessidade de envolver os aliados europeus nas consultas.

No último sábado, Zelensky compartilhou uma proposta dos Estados Unidos para criar um novo formato de negociação, permitindo encontros diretos entre representantes da Rússia e da Ucrânia. Contudo, o conselheiro diplomático do Kremlin, Yuri Ushakov, declarou que a Rússia não está interessada nesse formato e que Dmitriev conversará apenas com funcionários americanos durante essa etapa das negociações.

Antes dessas reuniões, emissários da administração do presidente Donald Trump se reuniram com o conselheiro ucraniano Rustem Umerov e representantes da Alemanha, França e Reino Unido, discutindo possíveis soluções para o conflito. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também avisou que Washington não pode impor a paz, deixando claro que a responsabilidade de alcançar um acordo recai sobre os líderes ucranianos e seus aliados europeus.

Essa nova rodada de negociações ocorre após Vladimir Putin afirmar que a responsabilidade por avançar em um acordo está nas mãos dos líderes ocidentais e de Kiev. Ele também reafirmou que a Rússia pretende continuar seus objetivos militares na Ucrânia, ao mesmo tempo em que se recusa a aceitar a presença de tropas da OTAN em regiões vizinhas como parte das garantias de segurança.

Zelensky havia mencionado anteriormente que as negociações com Washington estão avançando, mas também fez um alerta de que a Rússia se prepara para um prolongamento do conflito até 2026. Nos primeiros esboços da proposta americana, surgiriam preocupações sobre concessões territoriais da Ucrânia, como renunciar a áreas parcialmente ocupadas pela Rússia, além de abrir mão de desejada adesão à OTAN e de planos para expandir seu exército.

Os detalhes do novo acordo, que foi revisado por Kiev, ainda permanecem desconhecidos, mas de acordo com Zelensky, ele pode envolver concessões territoriais em troca de garantias de segurança fornecidas pelo Ocidente.

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